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Casos Clínicos

Infecção por enterobactérias multirresistentes

PP-ZVA-BRA-0839
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Dr. André Mario Doi – CRM-SP 121.189
Médico patologista clínico.
Coordenador Médico do Setor de Biologia Molecular do Laboratório Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein. Diretor Científico da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) – gestão 2024/2025.

CASO CLÍNICO

Paciente, sexo feminino, 83 anos, com histórico de este- nose de válvula aórtica e prótese valvar há nove anos, iniciou com quadro de febre, hipotensão e dor abdominal. Ao exame, apresentava confusão mental, crises convulsivas e rebaixamento do nível de consciência.

Mesmo com a terapia antimicrobiana instituída após três dias, a paciente evoluiu com piora dos parâmetros ventilatórios, aumento de secreção, piora clínica e aumento de marcadores inflamatórios. Foi realizada cultura de aspirado traqueal, sendo o resultado apresentado abaixo.

O antibiograma apresentado reflete a epidemiologia atual da resistência em Gram-negativos em nosso país, principalmente quando se trata de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Devido à disseminação das carbapenemases em Gram-negativos, esse perfil tem sido frequentemente observado.2

Quando observamos uma multirresistência num antibiograma, é fundamental que o laboratório investigue e faça a caracterização dos mecanismos utilizando testes fenotípicos ou genotípicos conforme abordamos neste capítulo. Essa caracterização é essencial, pois direcionará a escolha da terapia com os antimicrobianos.

Também é fundamental que o laboratório monitore seus processos de qualidade na execução do teste e diretrizes, para evitar resultados equivocados.

Em todo laudo de cultura, além do resultado do teste de sensibilidade em si, o laboratório deve informar a padronização para a realização do teste de sensibilidade, que deve ser o BrCAST/EUCAST, sempre na versão do ano vigente, uma vez que os documentos são revistos e atualizados anualmente. Além disso, nas notas dos lau- dos sempre se deve inserir informações complementa- res que são importantes para o médico que está avalian- do o TSA.3

1. Resultado do teste de sensibilidade aos antimicrobianos



Notas do laudo:Teste de sensibilidade realizado de acordo com a portaria nº 64 de dezembro de 2018, utilizando as recomendações do EUCAST/BrCAST do ano vigente.1 Cultura quantitativa, identificação e teste de sensibilidade realizados através de métodos manuais e automatizados.
1. Teste de sensibilidade confirmado pelo método de fita de gradiente de concentração;
2. Teste de sensibilidade realizado pelo método de referência de microdiluição em caldo.


2. Pontos importantes a discutir:

a) Esse antibiograma reflete a epidemiologia das infecções bacterianas relacionadas à assistência à saúde no Brasil?
b) Quais são pontos de atenção no antibiograma apresentado?
c) Devemos nos atentar às notas que vêm no laudo da cultura?
d) Será que esse antibiograma é suficiente para escolha terapêutica do antimicrobiano pelo médico?
e) O que sabemos sobre a resistência aos novos antimicrobianos?



EPIDEMIOLOGIA DA RESISTÊNCIA BACTERIANA NO BRASIL

A resistência aos carbapenêmicos em enterobactérias no Brasil é uma preocupação crescente e um problema de saúde pública, devido à alta mortalidade associada às infecções causadas por esses patógenos e falta de opções terapêuticas disponíveis. Estudos de monitoramento e vigilância epidemiológica realizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estimam que 60% das enterobactérias causadoras de infecção em pacientes internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) apresentam resistência aos carbapenêmicos.2

Dentre os principais mecanismos de resistência responsáveis por esse perfil, destacamos a produção de enzimas que degradam os carbapenêmicos, conhecidas como carbapenemases. Existem diversos tipos de enzimas reportadas e descritas no mundo. Entretanto, no Brasil, as mais frequentes e clinicamente importan- tes em enterobactérias são: a Klebsiella Produtora de Carbapenemase (KPC), New Delhi Metalo-β-lactamase (NDM) e OXA-48.4-9

Os genes responsáveis pela produção dessas enzi- mas estão presentes no plasmídeo do genoma bacteriano (elemento genético móvel) e são descritos como blaKPC, blaNDMe blaOXA-48. Esses genes podem ser transferidos tanto para bactérias da mesma espécie como para bactérias de gêneros diferentes. Isso permite a disseminação dos genes de resistência e, consequentemente, da capacidade das bactérias apresentarem resistência aos carbapenêmicos.9-14


QUAIS SÃO OS PONTOS DE ATENÇÃO NO ANTIBIOGRAMA

a) Teste de sensibilidade aos antimicrobianos: interpretação e o BrCAST

Por meio do teste de sensibilidade aos antimicrobianos (TSA) ou antibiograma é possível determinar o perfil de sensibilidade dos isolados frente a diversos antibióticos e prever a possibilidade de sucesso ou falha terapêutica através de testes “in vitro” realizados pelo laboratório de microbiologia.14
 
O TSA pode ser realizado por métodos manuais, como disco-difusão, que permite avaliação qualitativa do resultado, como também, por métodos que permitem determinar a Concentração Inibitória Mínima (CIM) do antibiótico frente a determinada bactéria.14

A interpretação final por qualquer dos métodos utiliza- dos vai indicar três categorias interpretativas:14

- Sensível (representado pela sigla S): indica que o patógeno pode ser tratado com o antibiótico na dose-padrão com segurança;15,16

- Sensível aumentando exposição (representado pela sigla I): indica que o patógeno pode ser tratado com o antibiótico testado, desde que utilizado em sua exposi- ção máxima (seja pela elevada capacidade de concen- tração em determinados sítios anatômicos, seja pelo aumento da dose ou aumento do tempo de exposição à droga);16

- Resistente (representado pela sigla R): indica que não há resposta “in vitro” para esse patógeno frente ao antibiótico testado e que possivelmente haverá alta probabilidade de falha terapêutica se utilizado. Por- tanto, neste caso, não se recomenda o uso.16

b) Devemos nos atentar às notas que vêm no laudo da cultura?

Recomenda-se colocar e especificar no laudo a metodologia utilizada para a determinação do TSA, seguin- do, assim, normativas estabelecidas que todo laudo de exame laboratorial deve ter.Especificamente para os laudos de microbiologia, é muito importante que o laboratório insira notas que auxiliem a interpretação do teste tanto pelo médico quanto pela equipe multidisciplinar, quando pertinente. Em especial frente a mecanismos de resistência específicos ou informações pertinentes relativas ao tratamento, essas notas ajudam muito na escolha do antimicrobianos.

c) Será que somente o antibiograma é suficiente para a escolha terapêutica do antimicrobiano
pelo médico?


Frente a micro-organismos sensíveis a diversas classes de antimicrobianos, a caracterização de resistência nem sempre será necessária. Entretanto, frente a isolados multirresistentes, principalmente bactérias isoladas em infecções relacionadas à assistência à saúde, essa caracterização pode ser essencial.17

Isso ocorre por dois motivos principais:

- A detecção do mecanismo direcionará o uso de antimi- crobianos, como, por exemplo, “novas drogas”.18-20

• Exemplo 1: Ceftazidima-avibactam ou ceftoloza- na-tazobactam possuem alta probabilidade de não serem ativos contra isolados de Enterobacterales ou Pseudomonas spp. produtores de metalobetalactamase.

• Exemplo 2: Ceftolozana-tazobactam provavelmente não será ativo contra isolados de Pseudomonas spp. produtores de KPC ou GES.

• Exemplo 3: Ceftazidima-avibactam ou ceftolozana-tazobactam possuem alta probabilidade de não serem ativos contra isolados de Enterobacterales ou Pseudomonas spp. produtores co-produtores de KPC e NDM.18-20

- A detecção do mecanismo será utilizada para fins epidemiológicos ou de controle de infecção hospitalar.

Concluindo, em relação a isolados multirresistentes a identificação e caracterização dos mecanismos de resistência é recomendada.

MÉTODOS LABORATORIAIS PARA DETECÇÃO DE MECANISMOS DE RESISTÊNCIA

a) Enterobacterales produtoras de carbapenemases (EPC)

A maioria das carbapenemases é enzima adquirida, codificada por genes localizados em elementos trans- poníveis localizados em plasmídeos. Existe uma ampla gama de fenótipos de resistência observada entre as EPC devido à diversidade de β-lactamases e associação a outros mecanismos de resistência. As carbapenema- ses mais frequentes em Enterobacterales são: KPC, NDM, OXA-48.4,21-23

b)    Métodos recomendados para detecção de EPC

I. Testes de disco combinado

Testes de disco combinado têm por princípio utilizar a técnica de disco-difusão, utilizando discos de meropeném ou ertapeném combinados a inibidores específicos que permitirão caracterizar o tipo de carbapene- mase presente no isolado.24

II. Testes de inativação de carbapenêmico

O Método de Inativação de Carbapenêmico (CIM) é um método fenotípico simples e eficiente para detecção de carbapenemases.24-26

III. Testes colorimétricos

Os testes colorimétricos são métodos fenotípicos simples e rápidos que detectam carbapenemases com base na capacidade de essas enzimas hidrolisarem carbapenêmicos, resultando em alterações de pH e mudanças de cor em reagentes específicos.24-26

IV. Testes imunocromatográficos (técnica de fluxo lateral)

A Técnica de Fluxo Lateral (Lateral Flow Assay - LFA) é um método rápido, simples e prático baseado na interação antígeno-anticorpo para detectar carbapenemases. É amplamente utilizada devido à sua facilidade de uso e capaci- dade de fornecer resultados em poucos minutos.24-26

A LFA contém linhas de captura com anticorpos específicos para diferentes carbapenemases, tais como KPC, NDM VIM e OXA-48.26

V. Testes moleculares

Os testes moleculares são amplamente utilizados para a detecção precisa de genes que codificam carbapenemases em bactérias resistentes, tanto em espécies do grupo Enterobacterales quanto em Pseudomonas aeruginosa. Esses métodos baseiam-se na amplificação e identificação de sequências específicas de DNA ou RNA, proporcionando alta sensibilidade e especificidade.24-26

O QUE SABEMOS SOBRE A RESISTÊNCIA AOS NOVOS ANTIMICROBIANOS

A resistência aos novos antimicrobianos, embora rara, pode ocorrer. Dentre Enterobacterales resistentes aos carbapenêmicos, um estudo brasileiro identificou que o Complexo K. pneumoniae tem elevadas taxas de sensibilidade à ceftazidima/avibactam (93,3%). Para Pseudomonas aeruginosa, as taxas de sensibilidade foram em torno de 70% e 86,6% para ceftazidima/avibactam e ceftolozana/ tazobactam, respectivamente. Quando analisados isola- dos de Pseudomonas aeruginosa resistentes aos carbape- nêmicos, 74,6% dos isolados mantiveram sensibilidade para ceftolozana/tazobactam.27

A resistência em Enterobacterales e Pseudomonas aeruginosa às combinações de β-lactâmicos/inibidores de β-lactamase envolve diversos mecanismos. Em relação ao ceftazidima/avibactam, os principais componentes de resistência ocorrem devido à produção de Metalo-β-lactamases (MBLs) como NDM, VIM e IMP, que não são inibidas pelo avibactam, além de mutações em β-lactamases KPC no casos das Enterobacterales.18,28,29

Já em Pseudomonas aeruginosa, a resistência está associada à superexpressão da AmpC, perda da porina OprD e aumento da atividade de bombas de efluxo (MexAB-OprM).30
 
A coprodução de enzimas KPC e NDM nestes isolados também pode ocorrer e tem sido reportada em alguns centros de saúde.31,32

Sendo assim, frente a isolados resistentes a esses antimicrobianos, o laboratório de microbiologia deve:

- entender a limitação de cada método: métodos auto- matizados podem apresentar falsa resistência;
- garantir os critérios e padrões de qualidade no TSA: discos e fitas de gradientes de concentração com as combinações ceftazidima/avibactam e ceftolozana/ tazobactam podem ser degradadas com temperaturas elevadas e umidade, levando à falsa resistência;
- após confirmada a resistência, investigar o mecanis- mo, uma vez que a resistência é esperada em isolados produtores de MBLs.33
 
CONCLUSÃO

Diante desse cenário, o laboratório de microbiologia assume um papel estratégico na detecção e caracterização da resistência bacteriana, especialmente em infecções causadas por Gram-negativos multirresistentes, que representam uma ameaça crescente à segurança do paciente nos hospitais brasileiros. O uso integrado de tecnologias e a aplicação de metodologias modernas, como testes fenotípicos/genotípicos específicos, tornam-se indispensáveis para identificar os mecanismos de resistência, orientar terapias individualizadas e reduzir o uso indiscriminado de antimicrobianos.
Além de auxiliar no manejo clínico, essas práticas laboratoriais contribuem para a vigilância epidemiológica e a formulação de políticas de controle de infecções, promovendo ações mais eficazes para conter a disseminação de patógenos resistentes. Dessa forma, a modernização e o fortalecimento dos laboratórios de microbiologia não apenas melhoram os desfechos clínicos dos pacientes, mas também desempenham um papel crucial no enfrentamento da resistência bacteriana e na preservação da eficácia dos antimicrobianos no futuro.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
1. Brasil. Imprensa Nacional. Portaria nº 64, de 11 de dezembro de 2018. Determina aos laboratórios da rede pública e rede privada, de todas as Unidades Federadas, a utilização das normas de interpretação para os testes de sensibilidade aos antimicrobianos (TSA), tendo como base os documentos da versão brasileira do European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing. DOU. 2018 dez. 14;240(Seção 1):59.
2. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Boletim Segurança do Paciente e Qualidade em Serviços de Saúde n. 31. Avaliação dos Indicadores Nacionais de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) e Resistência Microbiana (RM). Anos 2012 a 2023. Brasília: Agência Nacional de Vigilância Sanitária; 2024.
3. Brasil. Imprensa Nacional. Resolução – RDC n. 786, de 5 de maio de 2023. Dispõe sobre os requisitos técnico-sanitários para o funcionamento de Laboratórios Clínicos, de Laboratórios de Anatomia Patológica e de outros Serviços que executam as atividades relacionadas aos Exames de Análises Clínicas (EAC) e dá outras providências. DOU. 2023 maio 10;88(Seção 1):161-166.
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5. Wink PL, Martins AS, Volpato F, Zavascki AP, Barth AL. Increased frequency of blaNDM in a tertiary care hospital in southern Brazil. Braz J Microbiol. 2021 Mar;52(1):299-301. Epub 2021 Jan 3.
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17. Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Avaliação Laboratorial da Capacidade de Detecção de Resistência aos Antibióticos. Atlanta, GA, EUA: Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, CDC; 2020. Disponível em: https://www.cdc.gov/antimicrobial-resistance/media/pdfs/LAARC_Users-Guide_Questionnaire_POR_v.14-508.pdf [Acessado em: 10 de março de 2025].
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31. Gill CM, Nicolau DP; ERACE-PA Global Study Group. Phenotypic and genotypic profile of ceftolozane/tazobactam-non-susceptible, carbapenem-resistant Pseudomonas aeruginosa. J Antimicrob Chemother. 2022;78(1):252-6.
32. Mojica MF, De La Cadena E, García-Betancur JC, et al. Molecular Mechanisms of Resistance to Ceftazidime/Avibactam in Clinical Isolates of Enterobacterales and Pseudomonas aeruginosa in Latin American Hospitals. mSphere. 2023 Apr 20;8(2):e0065122. Epub 2023 Mar 6.
33. Papadomanolaki A, Siopi M, Karakosta P, Vourli S, Pournaras S. Comparative Evaluation of Vitek 2 and Etest versus Broth Microdilution for Ceftazidime/Avibactam and Ceftolozane/Tazobactam Susceptibility Testing of Enterobacterales and Pseudomonas aeruginosa. Anti- biotics (Basel). 2022;11(7):865.
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